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Projeto “Na Minha Escola Não Tem Bullying” é lançado

Projeto “Na Minha Escola Não Tem Bullying” é lançado

Foto: Divulgação/PMB

Na manhã desta quarta-feira (1º), a Escola Municipal Mirandolina Ribeiro Macêdo recebeu o lançamento do projeto “Na Minha Escola Não Tem Bullying”, uma iniciativa permanente da Secretaria de Educação de Barreiras, por meio da equipe multiprofissional do CEFAEE. A proposta surgiu a partir da crescente demanda de atendimentos envolvendo situações de bullying que, em muitos casos, têm resultado em mutilações e até tentativas de suicídio entre crianças e adolescentes.

Segundo a subdiretora de Acessibilidade e Inclusão da Secretaria de Educação, Eliene Fernandes, o projeto busca unir ações de prevenção ao bullying com a campanha Setembro Amarelo, destacando que grande parte dos casos de sofrimento emocional e risco de suicídio em ambiente escolar está ligada às práticas de intimidação e agressão entre colegas. “Queremos que os estudantes entendam que muitas atitudes, que às vezes parecem brincadeira, são na verdade agressões e podem gerar marcas profundas, até levar à morte. Nosso papel é prevenir, orientar e mostrar que o bullying é crime”, destacou.

O projeto será desenvolvido em todas as escolas do município, com atividades adaptadas para cada faixa etária. As turmas maiores receberão dinâmicas e metodologias próprias, enquanto os estudantes menores terão acompanhamento lúdico, com o apoio de psicopedagogos, terapeutas escolares, professores e especialistas em atendimento educacional. :: LEIA MAIS »

Estudantes usam fibra da bananeira para criar absorvente sustentável

Estudantes usam fibra da bananeira para criar absorvente sustentável

Foto: Maria Luiza

A dignidade menstrual tem sido tema de debates após o Governo Federal lançar um programa que auxilia meninas e mulheres a obterem gratuitamente absorventes. De acordo com levantamento do Instituto Locomotiva, 52% das mulheres brasileiras já enfrentaram a pobreza menstrual em algum momento da vida. Com olhar atento para esse problema, jovens cientistas do Colégio Estadual de tempo integral Professora Sílvia Ferreira de Brito, de Ribeira do Pombal, usaram a fibra da bananeira para criar um absorvente sustentável.

A ideia surgiu quando o professor Allan dos Santos estimulou os estudantes a buscarem em suas comunidades algo que precisasse ser melhorado através da ciência. Foi então que os jovens debateram formas de ajudar no combate à pobreza menstrual. “Como moradora da zona rural, nossa colega Bianca deu a ideia de usarmos a fibra da bananeira, porque ela tem alto poder de absorção de líquidos. Retiramos a fibra, buscamos formas de esterilizar para evitar fungos e fizemos os testes de absorção de líquidos”, conta a estudante Mirelly Santana.

O professor orientador, que é doutor em Física, fala sobre a importância de manter a juventude engajada em projetos científicos. “Quando unimos conhecimento científico ao espírito empreendedor, damos aos jovens não apenas ferramentas para aprender, mas também para criar soluções que impactam a sociedade, despertando a curiosidade, estimulando a criatividade e mostrando que a ciência pode transformar realidades”, afirma Allan dos Santos.

Os próximos passos envolvem patentear a ideia e buscar parcerias para aumentar a oferta. :: LEIA MAIS »

Secretaria lança sistema de monitoramento e reforça prevenção da violência escolar

Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC)

Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) – Foto Ilustrativa: Douglas Amaral

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) intensifica sua atuação no Programa Bahia pela Paz, com um conjunto de medidas que fortalecem a prevenção da violência escolar. Entre os destaques estão a contratação de 52 psicólogos e 52 assistentes sociais, distribuídos nos 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTEs); a implementação do Protocolo de Apoio e Proteção Escolar (PAPE) no Sistema de Gestão Educacional da Bahia (SIGEDUC); e a abertura das escolas nos finais de semana, por meio do Educa Mais Bahia, em parceria com os coletivos do programa.

“Nosso trabalho é preventivo e acolhedor, para que a escola seja um espaço seguro e de paz”, afirma a professora Margareth Passos, representante da SEC no comitê do Bahia pela Paz. Ela destaca, ainda, que o PAPE já foi finalizado e entregue, com a realização de treinamentos nos 27 NTEs. Agora, os gestores vão multiplicar as orientações para técnicos e professores, assegurando que toda a rede conheça os protocolos de prevenção e intervenção.

A partir da próxima semana, o sistema digital do SIGEDUC, que reúne informações da rede estadual, estará disponível para registrar e monitorar ocorrências em tempo real, permitindo análises detalhadas e respostas rápidas para evitar o agravamento das situações. :: LEIA MAIS »

Secretaria de Educação lança pacto para garantir a alfabetização em Feira até o 2º ano

Secretaria de Educação lança pacto para garantir a alfabetização em Feira até o 2º ano

Foto: ACM

O Governo Municipal de Feira de Santana e diversos segmentos organizados da sociedade feirense estão unindo esforços para garantir a alfabetização dos alunos da rede pública municipal até o 2º ano. A iniciativa faz parte do Pacto Feira pela Educação, lançado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e o secretário de Educação, Pablo Roberto, no início da noite desta segunda-feira (22), no auditório da Secretaria de Educação.

Ao destacar a importância da iniciativa e o compromisso de sua administração em melhorar os Índices de Desenvolvimento da Educação Básica do município de Feira de Santana, por meio de investimento em tecnologia, estrutura física e principalmente na capacitação e ampliação do número de docentes, o prefeito José Ronaldo abriu seu coração para dar testemunho de sua infância no sertão da Bahia, na cidade de Paripiranga, filho de uma família que não teve oportunidade de estudos, mas que priorizou a educação dos filhos até trilharem pela faculdade como ferramenta de transformação. “Deus me deu a oportunidade de me transformar em homem público e contribuir para melhorar a qualidade da educação da população. Temos feito investimentos, mas cabe aqui a soma de esforços da sociedade”, destacou.

Durante o evento, o secretário de Educação, Pablo Roberto, explicou o que é e a meta do pacto Feira pela Educação e conclamou a população feirense a abraçar a iniciativa para garantir o seu êxito, assegurando um melhor resultado no aprendizado dos alunos. “Esta é uma iniciativa da Prefeitura, por meio da Seduc, mas só terá êxito se cada um entender que é de toda a sociedade de Feira”, frisou. :: LEIA MAIS »

Estudante feirense participa da 10ª FEBIC e consegue o prêmio de melhor projeto do Nordeste

Gloria Esther Serra

estudante de Iniciação Científica, Gloria Esther Serra – Foto: Arquivo pessoal

A estudante de Iniciação Científica, Gloria Esther Serra, participou nos dias 8 a 12 de setembro da 10ª FEBIC, a Feira Brasileira de Iniciação Científica, na cidade de Joinville, em Santa Catarina. Como é menor de idade, a estudante fez a viagem com a sua mãe, Patrícia Serra. Esther levou o seu projeto com o título “Desenvolvimento de farinha enriquecida com triptofano como alternativa terapêutica para migrânea em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA)”. Como resultado, conseguiu ganhar o prêmio de melhor projeto do Nordeste.

Esther está no 3º do Ensino Médio, na Escola SESI José Carvalho e começou sua pesquisa em 2024. O objetivo é o de mudar a qualidade de vida dessa parcela da população que possui enxaqueca. A seletividade alimentar é uma condição comum em pessoas com TEA, podendo levar a deficiências nutricionais e afetar a saúde física e emocional. Esther descobriu que existia uma lacuna sobre aplicação prática e eficiência no tratamento da enxaqueca em pessoas com TEA envolvendo a alimentação. “Uma boa forma de tratamento seria através da alimentação. Isso aconteceria com o consumo do aminoácido triptofano, que precisa ser ingerido por meio de alimentos ricos nesse tipo de aminoácido”.

De volta a Feira de Santana após participar dos quatro dias da FEBIC, Esther conta como foi a experiência. “Foi a primeira vez que viajei de avião e foram muitos meses de preparação. Fiquei mais tempo na escola para tratar de assuntos do meu projeto e também mais tempo no laboratório”. Ela conta ainda como foi a viagem. “Saímos no domingo (7), passamos o dia viajando e chegamos bem a Joinville. E foi na segunda-feira (8), o trabalho na feira de ciências começou”. :: LEIA MAIS »

Projeto de universidade federal em Feira de Santana é destaque na Missão Brasília

Professor Josué Mello

Professor Josué Mello – Foto: Divulgação/CMFS

A criação e implantação de uma universidade federal em Feira de Santana é um projeto “exequível e que não depende de grandes investimentos iniciais”. A afirmação é do Professor Josué Mello, que, ao participar da sessão solene realizada nesta quarta-feira (17), na Câmara dos Deputados, em homenagem aos 192 anos de emancipação política do município, defendeu a medida como uma prioridade para o desenvolvimento educacional, científico e tecnológico de Feira de Santana.

Ex-reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Josué Mello explica que o município já possui uma base pronta para a implantação da nova universidade: o campus da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), que funciona na cidade com 11 cursos e atende aproximadamente 1.200 alunos. Desta forma, a nova universidade poderia começar a funcionar imediatamente, aproveitando a infraestrutura existente, localizada em área central e estratégica, na convergência de quatro grandes avenidas da cidade, disse o professor.

O projeto, segundo Josué Mello, tornou-se uma das principais pautas do Instituto Pensar Feira, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) sem fins lucrativos e eleitorais, que atua como movimento político supra-partidário com o objetivo de promover a participação da sociedade organizada nas discussões e na execução de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável de Feira de Santana e região. :: LEIA MAIS »

Estudantes baianos criam jogo que combate preconceito contra autistas

Estudantes baianos criam jogo que combate preconceito contra autistas

Foto: Arquivo Pessoal

Estudantes do Colégio Estadual Dulce Almeida, em Itagibá, conquistaram o primeiro lugar no Prêmio Inova Nickel, promovido pela empresa Atlantic Nickel, voltado a unidades escolares do Território Médio Rio de Contas. Com o jogo digital “E agora?”, a proposta é simular situações enfrentadas no dia a dia por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto vencedor recebeu um incentivo de R$ 10 mil.

A iniciativa nasceu da inspiração no colega João Luís Ferreira, diagnosticado com TEA. Ele participou ativamente da programação do jogo, tornando o projeto ainda mais especial. “Para mim foi incrível, porque sempre tive a vontade de criar um jogo e, como pessoa autista, me senti maravilhado”, conta.

Formado por um grupo de dez estudantes, sob orientação dos professores Daniel Paiva e Gilson Oliveira, o jogo foi estruturado em fases e o jogador tem a responsabilidade de controlar um personagem autista que terá que lidar com desafios, como excesso de estímulos, e aplicar estratégias de autorregulação. Para reduzir a ansiedade do personagem, o jogador poderá buscar objetos relacionados ao hiperfoco ou utilizar técnicas de autocontrole.

“Ver os estudantes focados em encontrar uma solução inovadora para um desafio dentro da sociedade, que às vezes é invisível, me deixa muito emocionado. Quando a gente fala de trazer uma proposta inclusiva, não é apenas um jogo, é um serviço público, social e humanitário. E o nosso objetivo é divulgar para a comunidade e estender ao mundo o que é o autismo”, ressalta o professor Daniel. :: LEIA MAIS »

Estudantes criam biofilme que protege frutas e legumes da deterioração

Estudantes criam biofilme que protege frutas e legumes da deterioração

Foto: Divulgação/ Ascom-Secti

O Brasil é um dos países que mais desperdiça alimentos no dia a dia, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O apodrecimento de frutas e legumes está entre as principais causas de desperdício no ambiente doméstico. Para reverter esse quadro, estudantes do Colégio Estadual Professor Carlos Valadares, orientados pelas professoras Andrea Bonfim e Indira Tainá de Oliveira, desenvolveram um biofilme a partir do amido de milho, batata e mandioca.

A jovem cientista Alana Souza, que faz parte da equipe desenvolvedora do projeto, explica na prática o funcionamento de um biofilme vegetal. “É uma película fina e biodegradável que cria uma camada de proteção sobre os alimentos e atua como uma embalagem ativa, ajudando a conservar por mais tempo, já que evita a ação de microrganismos”, conta.

Segundo o estudante Welington Santos, o amido de milho, a batata e a mandioca possuem amilose e amilopectina, que são composições responsáveis por formar géis firmes, viscosos e plastificantes. Ele lista as vantagens dos recursos utilizados no produto. “Além de ser sustentável e não poluir o meio ambiente como o plástico comum, nosso produto ainda valoriza recursos presentes na região. Com isso, conseguimos instigar a redução de resíduos poluentes, aumentar a vida útil dos alimentos e, ao mesmo tempo, incentivar o uso de recursos locais” diz.

A professora Andrea Bonfim, que é engenheira de alimentos, fala sobre as fases atuais do projeto. “As próximas etapas são a aplicação dos biofilmes como revestimento em bandejas ou diretamente em frutas ou legumes, para então realizar os testes práticos (análises visuais e sensoriais) dessa aplicação, objetivando estudar o comportamento do filme diante da estabilidade, conservação e evitando a contaminação microbiológica por fungos e bactérias nesses alimentos para avaliar a conservação ao longo do tempo”. :: LEIA MAIS »