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Após derrubada de veto pela Câmara, lei que cria Mapa Municipal da Violência é promulgada

Vereador Jhonatas Monteiro (PSOL) – Foto: Divulgação / Ascom
A Câmara Municipal de Feira de Santana (CMFS) decidiu, na última quinta-feira (03), pela derrubada do veto dado pela Prefeitura ao projeto de lei nº 107/2021, de autoria do vereador Jhonatas Monteiro (PSOL), que determina a criação do Mapa Municipal da Violência. O objetivo do Mapa é contribuir para a elaboração de políticas públicas com a finalidade de combater e diminuir os índices altíssimos de violência, que marcam o Feira de Santana como um dos municípios mais violentos do país e do mundo.
Ainda em setembro de 2021, o projeto de lei havia sido aprovado na Câmara de maneira unânime, mas o prefeito Colbert Martins o vetou em sua totalidade, utilizando o argumento de que ele implicaria em custos para o município. Na sessão de quinta-feira, entretanto, o vereador autor, ao defender a derrubada do veto, argumentou que a Secretaria de Prevenção à Violência (SEPREV) já deve ter garantida a estrutura necessária para processamento e divulgação de dados e que, portanto, o argumento utilizado pela Prefeitura não se sustentaria.
Jhonatas ainda aproveitou a oportunidade para denunciar a conduta da gestão municipal que, segundo ele, não comunicou oficialmente à Câmara sobre o veto e descumpriu os prazos de maneira intencional, em uma tentativa de torná-lo irreversível. Discursando em tribuna, o vereador destacou que essa foi a mesma estratégia utilizada pela Prefeitura com relação ao orçamento municipal, que precisou ser alvo de disputas judiciais e até o presente momento ainda não foi à votação, também em função do descumprimento de prazos. :: LEIA MAIS »
“É preciso dar um basta na cultura de violência contra as mulheres no país”, frisa juíza Renata Gil

Juíza Renata Gil – Foto: Reprodução/YouTube TRE-BA
Idealizadora da campanha Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica, a juíza Renata Gil, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), afirma que é preciso dar um basta na cultura de violência contra as mulheres no país. Em entrevista para a Assessoria de Comunicação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), a presidente da AMB declara que a Lei Maria da Penha é a terceira melhor do mundo, ficando atrás apenas da Espanha e do Chile. Entretanto, a juíza afirma que o país é o quinto pior no mundo em violência contra as mulheres. “Nesse sentido, nós temos que trabalhar muito na forma de execução de todas as medidas que foram pensadas neste diploma legislativo”, avalia.
Ela alerta que o maior número de registros do Disque 190, da Polícia Militar, é por casos de violência doméstica. No contexto da pandemia, a representante dos magistrados afirma que foi preciso pensar em novos mecanismos para que as mulheres pudessem denunciar seus agressores. “As mulheres estavam encarceradas, enclausuradas com os agressores e, naquele primeiro momento da pandemia, o funcionamento das delegacias estava reduzido, as Defensorias estavam atendendo por e-mail, os Tribunais de Justiça funcionavam em regime de plantão, então onde essas mulheres iriam denunciar?”, questiona.
Ao ver as notícias acerca do número de violência doméstica na pandemia, somada a inquietação de ter um país mais igual para as mulheres, Renata Gil pensou que era preciso fazer algo. Conversando com outra magistrada que integra a diretoria da AMB, surgiu a ideia, inspirada na campanha indiana “Red Dot”, que consiste nas mulheres indianas pintando um sinal vermelho na palma da mão para pedir socorro. “Pensei que precisávamos de um lugar que estivesse aberto 24 horas. Pensamos em farmácias, pois tem em todos os lugares, e o sinal não depende de interpretação quando a pessoa o apresenta. Todo mundo já sabe que é um pedido de socorro. Já é algo que está tão no inconsciente de homens e mulheres, que a gente tem visto o bilhete de papel com um X para denunciar. :: LEIA MAIS »
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher define estratégias para conscientização e combate à violência

Foto: Divulgação / PMB
Com uma agenda bastante propositiva para 2021, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher se reuniu na tarde dessa quarta-feira, 07, na Casa dos Conselhos, para fortalecer as ações de combate à violência doméstica e promoção da autonomia do público feminino. Com a continuidade da pandemia e as dificuldades deste período, muitas mulheres passaram a ter mais dificuldades para denunciar situações de risco.
O tema das discussões foi centralizado na rede de apoio à mulher e na criação de uma cartilha, já em andamento, que será distribuída com informações sobre como obter apoio em casos de violência e informações gerais sobre os direitos da mulher.
Participaram da reunião de trabalho, a presidente do conselho, Karlúcia Macêdo, Tamires Pereira (Procuradoria Geral), Juana Jamille e Lidiana Borges (Secretaria Municipal de Saúde), Marília Rosa (Delegada na DEAM), Laís Daniela Nunes (Defensoria Pública), Miraildes Vieira (Ronda Maria da Penha), Kharolynne Mesquita (Centro de Referência de Atendimento à Mulher – CRAM), Camille Bispo (ONG Forte por ser Mulher) e demais conselheiras. :: LEIA MAIS »
Vereador propõe criação de Mapa Municipal da Violência em Feira de Santana

Vereador Jhonatas Monteiro (PSOL) – Foto: Divulgação / Ascom
O vereador Jhonatas Monteiro (PSOL) protocolou um projeto de lei na Câmara Municipal, que propõe a criação de um Mapa da Violência para Feira de Santana.
O objetivo é instituir um mecanismo público de coleta, sistematização e análise de dados sobre os homicídios ocorridos no município, que apresente indicadores por gênero, raça e idade das vítimas, além da localização das ocorrências, oferecendo uma visão ampla da situação, sobretudo em áreas mais vulneráveis, que possa subsidiar a proposição de medidas de prevenção e combate à violência que não se resumam apenas à ações de policiamento.
Na sessão desta terça-feira (06), Jhonatas utilizou a tribuna do Legislativo feirense para falar sobre seu projeto e destacou os índices de criminalidade de Feira de Santana, que fizeram do município o 9º mais violento do mundo dentre aqueles com mais de 300 mil habitantes, segundo levantamento da ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal. :: LEIA MAIS »
Vereador propõe criação de delegacia especializada em violência contra o idoso

Vereador Petrônio Lima (Republicanos)
O vereador Petrônio Lima (Republicanos), em seu pronunciamento na última quinta-feira (17), na Câmara Municipal de Feira de Santana, falou que o aumento no número de casos de violência contra os idosos registrados em todo o país tem o preocupado. Ele destacou os dados registrados a respeito do assunto: em 2019 foram 16 mil casos; em 2020 houve um aumento de 59%, tendo sido registrados 25 mil casos e, em 2021, já são 33 mil casos no Brasil. Diante da situação, o vereador propõe a criação de uma delegacia especializada em Feira de Santana.
“No dia 15 de junho foi celebrado o dia de conscientização contra a violência ao idoso, e quero deixar registrado para vocês esses números. A pessoa idosa merece respeito. Quem aqui não tem um pai, um avô, uma mãe que precisa de cuidados, e não de maus tratos? Violência contra o idoso é crime. Precisamos denunciar através do Disque 100. E também precisamos de uma delegacia especializada contra a violência ao idoso aqui em nossa cidade. Só existe uma delegacia na Bahia, que é em Salvador, implantada com a ajuda do deputado José de Arimatéia, que também defende essa causa do idoso”, disse.
Petrônio Lima anunciou que tem elaborado projetos para serem realizados com os idosos em breve. “Inclusive o pastor Antonio José, da Igreja Filadélfia, entrou em contato comigo ontem e está disponibilizando uma área de 5.000m² onde será realizado um trabalho com os idosos aqui em nossa cidade. Portanto, pedimos a colaboração e a ajuda de todos os vereadores, da imprensa, do poder público municipal e do Governo do Estado pra que possamos dar um tratamento melhor aos nossos idosos aqui em Feira de Santana e no Estado”. :: LEIA MAIS »
Prefeitura de Juazeiro e Polícia Militar pretende promover ações de prevenção à violência

Foto: Divulgação / PMJ
Em reunião realizada na última quinta-feira (22) no Paço Municipal, a prefeita Suzana Ramos e a comandante da 76ª Companhia Independente da Polícia Militar, Major Ivana Almeida Ribeiro, trataram sobre o Projeto de Intervenção Interagências no Residencial São Francisco. A iniciativa da Polícia Militar, em parceria com entes estatais, entre eles a Prefeitura de Juazeiro, tem como proposta promover a segurança e assegurar melhores condições de vida para os moradores da comunidade e de seu entorno.
Segundo levantamento feito pela PM, o Residencial São Francisco é uma das áreas da cidade com grande incidência de problemas de segurança pública, como violência doméstica, tráfico de drogas, além de falhas estruturais, ausência de equipamentos públicos e de lazer. Por esses motivos, o local foi escolhido para a implantação do projeto de intervenção.
“Nosso objetivo com esse projeto é buscar trazer uma melhoria na qualidade e nas condições de vida dos moradores do Residencial São Francisco e seu acesso às políticas públicas, visando reduzir os fatores de risco e fortalecer os fatores de proteção à violência, os vínculos sociais da comunidade e sua autonomia”, destacou a Major Ivana Almeida Ribeiro. :: LEIA MAIS »
Deputada cobra regulamentação de lei que protege mulheres vítimas de violência

Deputada estadual Olívia Santana (PC do B) – Foto: Paulo Mocofaya
A deputada estadual Olívia Santana (PC do B) solicitou ao governador Rui Costa a regulamentação da Lei 14.234/2020, de sua autoria, que “dispõe sobre o encaminhamento prioritário para as mulheres vítimas de violência doméstica aos programas de geração de emprego, trabalho e renda do Governo do Estado da Bahia e às vagas nas empresas prestadoras de serviços e dá outras providências”.
Na indicação, encaminhada através da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a deputada explica que a lei “pretende colaborar para minimizar os impactos da violência contra a mulher, encaminhando-as para postos de trabalho e com isso eliminando a dependência econômica e financeira anteriormente imposta pelos antigos parceiros agressores, o que muitas vezes obrigava as mulheres a se submeter ao conhecido ciclo da violência, colocando sua integridade física e mental e até mesmo suas vidas em risco”.
De acordo com a legisladora, conferir autonomia às mulheres, principalmente através do trabalho, emprego e renda, é condição indispensável para libertá-las da opressão de relacionamentos abusivos e da violência doméstica e familiar. :: LEIA MAIS »
Vereador solicita dados sobre violência sofrida por mulheres cisgênero e transgênero em Feira de Santana

Foto: Divulgação / Ascom
O mandato do vereador Jhonatas Monteiro protocolou, na tarde desta terça-feira (30), um ofício junto à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), solicitando a disponibilização de dados sobre violência sofrida por mulheres cisgênero e transgênero em Feira de Santana. A ação faz parte do calendário proposto pelo mandato do vereador para o mês de março, que é marcado pelas lutas feministas.
A delegada Maria Clécia Vasconcelos, responsável pela delegacia, está reassumindo o cargo e passará a atender no local a partir da semana que vem, quando, segundo o mandato do vereador, pretende marcar uma reunião para debater o conteúdo do documento. :: LEIA MAIS »






