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Ministérios debatem estratégias interministeriais para ampliar inclusão da pessoa idosa no mercado de trabalho

Ministérios debatem estratégias interministeriais para ampliar inclusão da pessoa idosa no mercado de trabalho

Foto: Matheus Itacaramby/MTE

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu na quarta-feira (29), em Brasília, o secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Alexandre da Silva, para tratar da construção de estratégias interministeriais voltadas à população idosa.

Durante o encontro, Silva destacou as rápidas transformações no mercado que têm dificultado a adaptação de muitos profissionais, o que acaba restringindo o acesso às oportunidades. Segundo ele, em algumas áreas, profissionais acima dos 40 anos já enfrentam dificuldades significativas. “O trabalho hoje afeta muito as pessoas idosas por vários motivos. Algumas têm dificuldades para se aposentar, outras se aposentam e não conseguem ficar no mercado, e algumas querem, pelo menos uma vez na vida, ter um trabalho digno, trabalhar no que gostam”, explica.

Silva ressaltou que o etarismo se manifesta de forma especialmente mais cruel no ambiente de trabalho, sobretudo quando a pessoa é a mais velha no espaço. Ele observou, ainda, que as diferenças geracionais e a pressão pelo domínio de tecnologias e aplicativos acabam intensificando esse processo de exclusão. No Brasil, é considerada pessoa idosa, legalmente, a partir dos 60 anos de idade, conforme estabelecido pelo Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003) e pelas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O ministro Luiz Marinho acrescentou que, embora o funcionamento da economia possa ajudar a reduzir parte desse problema, é essencial enfrentar diretamente o preconceito. “Devemos atacar o preconceito. Por que uma mulher, um homem ou um jovem encontra dificuldades para entrar no mercado de trabalho por sua orientação sexual, cor da pele ou idade, se corresponde aos requisitos da vaga?”, questionou. :: LEIA MAIS »

Feira de Santana registra saldo positivo de empregos em agosto

Feira de Santana

Feira de Santana – Foto: ACM/Arquivo-PMFS

O mercado de trabalho em Feira de Santana fechou o mês de agosto de 2025 em alta, com 6.129 admissões contra 5.470 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 659 novos empregos formais. Apesar de discreto, o crescimento em relação a julho foi de 0,18%. No entanto, na comparação com agosto do ano passado, houve queda de 6%.

De acordo com os dados divulgados, quase todos os setores da economia registraram desempenho positivo. As maiores contratações ocorreram nos segmentos de serviços (1.745 vagas) e produção de bens e serviços industriais (1.745 vagas), seguidos pelo comércio e mercados (1.606 vagas).

Acumulado do ano

Entre janeiro e agosto, Feira de Santana gerou 45.879 novos postos de trabalho, um crescimento de 7,49% em relação ao mesmo período de 2024. Os setores que mais contribuíram para esse resultado foram: O saldo positivo alcançou praticamente todos os grupamentos de atividades econômicas, o que, segundo a Secretaria Municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settedc), mostra a diversificação da empregabilidade no município. :: LEIA MAIS »

Feira de Santana: Mercado de trabalho cresce 9,7% entre janeiro e julho

Carteira de Trabalho Digital

Foto: Vitor Vasconcelos/Secom PR

A Casa do Trabalhador, vinculada à Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec), registrou um saldo expressivo na geração de empregos em Feira de Santana ao longo de 2025. Entre janeiro e julho, o órgão contabilizou 39.653 admissões, o que representa um crescimento de 9,79% em relação ao mesmo período do ano passado. Os segmentos que mais contribuíram para este resultado foram os serviços administrativos, com 11.517 contratações, seguidos pelo comércio (11.051) e pela indústria (10.527).

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão do Ministério do Trabalho, que acompanha a movimentação do mercado formal de trabalho em todo o país.

O bom desempenho também foi observado no mês de julho, quando Feira registrou 6.118 admissões contra 5.503 desligamentos, garantindo um saldo positivo de 615 novos postos de trabalho. Em comparação com junho, houve crescimento de 18,03% nas contratações e, em relação a julho de 2024, o aumento foi de 10,19%. Os setores de serviços administrativos (1.846 contratações), comércio (1.674) e indústria (1.584) novamente puxaram a geração de empregos.

O levantamento revela ainda que, embora os homens tenham registrado maior número de admissões (3.428 contra 2.690 das mulheres), o saldo positivo foi mais expressivo entre elas (504 novos postos contra 111 dos homens). A faixa etária com maior volume de contratações foi a de 30 a 39 anos (1.644), seguida pelos jovens de 18 a 24 anos (1.622) e pelos trabalhadores de 40 a 49 anos (1.201). Quanto ao nível de escolaridade, o ensino médio completo foi o mais requisitado, com 4.693 admissões. :: LEIA MAIS »

Mulheres recebem 20,9% a menos do que os homens

Mulheres ganham 19,7% a menos que homens na Bahia

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou, mas a desigualdade salarial persiste. O 3º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (7), aponta que as mulheres ganham 20,9% a menos que os homens nos 53.014 estabelecimentos com 100 ou mais empregados(as). Os números fazem parte do Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024. Foram analisados 19 milhões de vínculos, 1 milhão a mais comparado com a RAIS de 2023. No primeiro relatório, a desigualdade foi de 19,4% e no segundo, 20,7%.

Na remuneração média, os homens ganham R$ 4.745,53, enquanto as mulheres ganham R$ 3.755,01. Já quando se trata de mulheres negras, o salário médio vai para R$ 2.864,39, valor ainda mais distante em relação a homens não negros – cuja média é de R$ 3.647,97 – quando comparado com relatórios anteriores. Em 2024, elas recebiam em 47,5% do que recebiam em os homens não negros – em 2023, recebiam 50,3%.

Um dado positivo é que caiu o número de estabelecimentos com no máximo 10% de mulheres negras, comparado com os dados da RAIS de 2023. No relatório anterior, havia 21.680 estabelecimentos, enquanto em 2024 são 20.452. Houve um crescimento na participação das mulheres negras no mercado de trabalho. Eram 3.254,272 mulheres negras e passou para 3.848.760. Outra boa notícia é que aumentou o número de estabelecimentos em que a diferença é de até 5% nos salários médios e medianos para as mulheres e homens.

“A desigualdade salarial entre mulheres e homens persiste porque é necessário que haja mudanças estruturais em nossa sociedade, desde a responsabilidade das mulheres pelo trabalho do cuidado à mentalidade de cada empresa, que precisa entender que ela só irá ganhar tendo mais mulheres compondo sua força de trabalho, e com salários maiores”, opina a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves. :: LEIA MAIS »

Estudantes em liberdade assistida serão preparados para o mercado de trabalho

Foto: Wevilly Monteiro

Jovens de 14 a 18 anos, sob liberdade assistida, agora podem contar com cursos de capacitação gratuitos. O serviço faz parte do projeto Jovem Social, uma iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedeso) de Feira de Santana, para prepará-los para o mercado de trabalho.

São 30 alunos, já selecionados, encaminhados pelos serviços socioassistenciais. Nesta segunda-feira (19) uma aula inaugural deu início às atividades na sede do Centro Comunitário Luz e Labor – também parceiro do projeto.

Os alunos podem participar de cursos profissionalizantes de informática, fibra óptica e entre outros, com duração de cinco meses. Neste período, vão contar com bolsa auxílio de R$400, além do benefício vale transporte, fardamento, mochila, materiais didáticos e lanche.

“O único pré-requisito é estar com a matrícula regular em uma unidade da rede pública de ensino”, afirma o secretário de Desenvolvimento Social, Antônio Carlos Borges Júnior. Ele destaca ainda que futuramente, conforme os resultados, pretende expandir a capacidade. :: LEIA MAIS »

Governo lança serviço para impulsionar a inserção das mulheres no mercado de trabalho

A ampliação da participação feminina no mercado de trabalho é o objetivo do SineBahia Mulher, que terá sua primeira unidade inaugurada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), na próxima segunda-feira (30), às 8 horas, no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) do Comércio, em Salvador. Com atendimento de segunda à sexta-feira, das 7 às 15h30, a unidade vai desenvolver ações integradas para melhorar a qualificação, a empregabilidade e a condição socioeconômica das mulheres. O titular da Setre, Davidson Magalhães, explica que o SineBahia Mulher foi idealizado “para ser um instrumento efetivo de ação direcionado a mulheres em vulnerabilidade social, sobretudo chefas de família, desempregadas ou submetidas a situações de violência doméstica”.

Serão oferecidos os serviços de intermediação para o trabalho formal; habilitação do seguro-desemprego; cadastro na plataforma de intermediação para o trabalho autônomo – Contrate.Ba; emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); acolhimento psicossocial; assessoria jurídica; orientação trabalhista; inscrição para cursos de qualificação, além de brinquedoteca para crianças acompanhantes.

A iniciativa conta com a parceria da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM). “Vamos promover o treinamento com o recorte em gênero dos profissionais do SineBahia Mulher e abastecer a unidade com materiais de enfrentamento à violência e promoção da autonomia. O serviço marca um novo momento dentro da economia baiana e, com certeza, trará bons frutos para a promoção da igualdade de gênero”, destaca a gestora da SPM, Julieta Palmeira. (Secom)

Cresce o número de idosos que pretende continuar no mercado de trabalho

O brasileiro tem optado por se aposentar cada vez mais tarde. O número de pessoas entre 50 e 64 anos no mercado formal de trabalho cresceu quase 30% entre 2010 e 2015, de acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Segundo o Ministério do Trabalho, em 2010, havia 5,89 milhões de trabalhadores com carteira assinada nessa faixa etária. Já em 2015, esse número aumentou para 7,66 milhões. Também houve aumento na faixa acima de 65 anos. Em 2010, 361,4 mil trabalhadores ocupavam vagas formais de trabalho, cinco anos depois esse grupo cresceu para 574,1 mil, um aumento de 58,8%.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que a inserção das pessoas de mais idade ao mercado é boa porque permite aos profissionais com mais experiência e em idade produtiva contribuírem para o crescimento do País.

Setor de serviços

Dados da Rais mostram ainda que o setor de serviço tem mais receptividade aos mais experientes. Quase 2,6 milhões de trabalhadores de 50 a 64 anos estavam empregadas com carteira de trabalho no segmento em 2015. Outros 200,4 mil trabalhadores tinham mais de 65 anos.