:: ‘fila da regulação na saúde’
Audiência pública discute situação da fila da regulação na saúde em Feira de Santana

Foto: Divulgação/CMFS
“Prometeram, há cerca de quatro anos, que a chamada ‘fila da morte’ iria acabar ou diminuir, mas percebemos, através de inúmeros relatos da população, que a situação só piora”. A crítica foi feita pelo vereador Lulinha da Gente (União Brasil), presidente da Comissão de Saúde, Assistência Social e Desporto da Câmara Municipal de Feira de Santana, durante audiência pública realizada na Casa Legislativa, na manhã desta segunda-feira (13).
Para o parlamentar, não é normal uma vida ficar dependendo da burocracia. “Não faz sentido uma ambulância ficar parada no pátio, aguardando para saber aonde vai levar um paciente. Feira é um polo regional, recebe pacientes de vários municípios e, por isso, a atual situação reflete em inúmeras vidas”, disse. Ele continuou: “Isso não pode ficar do jeito que está. É preciso discutir o assunto para atender ao clamor das ruas. Não estamos aqui para apontar culpados, mas para construir soluções”.
Lulinha da Gente indagou: “Onde estão os gargalos críticos da regulação? O que é que falta? É a comunicação entre Estado e Município?”. Ele ainda disse que é sabido por todos a necessidade de ampliação do número de leitos nas unidades de saúde do Município e do Estado, bem como a criação de mais Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a oferta de atendimento digno à população. “Porque, quando o sistema falha, uma vida é perdida. E a saúde é um direito de todos. Portanto, garantir esse direito é um dever que nós temos”, asseverou.
Segundo o parlamentar, houve um “descaso”, por parte da secretária de Saúde do Estado, Roberta Santana, que não compareceu à audiência pública. “Não é admissível que ela não tenha comparecido nem enviado algum representante para esta Casa com o intuito de contribuir com a discussão”, afirmou, ao destacar que a saúde pública é tripartite, ou seja, envolve os três entes federativos. Lulinha da Gente também questionou a ausência da diretora do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), Cristina França, e de representantes da saúde de municípios vizinhos pactuados com Feira de Santana.
PACTUAÇÃO DA SAÚDE ENTRE MUNICÍPIOS
Gilberte Lucas, presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana e do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), salientou que há pactuação das unidades de saúde citadas com vários municípios circunvizinhos. “Observando os dados, percebi que cerca de 15 mil atendimentos foram prestados por nós para gestantes, nos últimos três meses. Desse número, quase 40% das mulheres atendidas foram de outros municípios”, frisou. :: LEIA MAIS »






