Pedro Américo aponta desafios e conquistas no primeiro ano de mandato

Vereador Pedro Américo – Foto: Anderson Dias/Site Política In Rosa
Prestes a encerrar o primeiro ano do atual período legislativo, o vereador Pedro Américo (Cidadania) avaliou de forma positiva sua atuação na Câmara Municipal de Feira de Santana (CMFS). Em entrevista ao site Política In Rosa, Pedro Américo destacou que o mandato conseguiu abrir debates importantes para o desenvolvimento da cidade, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, mobilidade urbana, causa animal e políticas de inclusão.
Segundo o vereador, 2025 foi um período dedicado ao planejamento estratégico e ao enfrentamento de problemas históricos do município. “Estou feliz com esse primeiro ano de mandato. Um ano que fez com que a gente pudesse pensar estrategicamente do ponto de vista da gestão da cidade. Buscamos pautar Feira de Santana nas áreas mais importantes que ela tem, começando pela infraestrutura da cidade, fazendo uma análise sobre os problemas de drenagem, sobre os problemas de mobilidade urbana, mostrando, por exemplo, a região do Papagaio, que é uma região que pode se transformar em um novo SIM do ponto de vista do estrangulamento de mobilidade. Estamos dialogando com a Prefeitura para ter obras estruturantes com novas vias, com uma nova estrutura e com a resolução dos problemas de alagamento daquela região. E isso se aplica a outras regiões da cidade”, disse.
Outro eixo de atuação foi o trânsito. “Sabemos que é preciso ter um redesenho do ponto de vista do trânsito para que a gente possa melhorar a velocidade com que as pessoas saem de casa e vão para o trabalho”, relatou.
Causa animal e fortalecimento das políticas de saúde
De acordo com Pedro Américo, a causa animal também esteve entre as pautas centrais do mandato. Ele cobrou do município a ampliação de programas de castração e o fortalecimento do apoio a abrigos e protetores independentes. “Priorizamos também o debate muito forte da causa animal, fazendo com que a Prefeitura pudesse entender a importância de a gente ter programas de castração de animais de rua, que a Prefeitura possa dar suporte aos abrigos que hoje existem das diversas associações e das diversas entidades. A gente sabe da dificuldade que os protetores têm, que as associações têm para se manter. E esse suporte é fundamental numa articulação entre a Secretaria de Saúde, Secretaria de Meio Ambiente e o Conselho Municipal da Causa Animal”, defendeu.
Na área da saúde pública, o vereador destacou debates sobre demandas de grupos específicos, como pessoas com deficiência, pacientes com Fibromialgia, Anemia Falciforme, HIV, Síndrome de Down e Autismo.
“O debate sobre pessoas com deficiência foi central para a gente esse ano, como cadeirantes, pessoas com fibromialgia, anemia falciforme. O debate público que a gente teve sobre as pessoas vivendo com HIV, além do debate que a gente fez sobre diabetes, sobre a necessidade de a gente reestruturar a atenção para esse público. Com isso, fazendo com que a saúde pública possa cuidar de quem mais precisa. Também o debate sobre crianças e adolescentes com Síndrome de Down, com autismo. Então, o nosso mandato conseguiu fazer um debate muito amplo sobre essas questões de saúde, além do dia a dia, que é a solicitação de reformas, melhorias e atendimentos na Secretaria de Saúde, que são fundamentais. O debate da falta de medicamentos, da dificuldade de marcação de exames. Estamos cobrando e conversando muito com o secretário”, afirmou.
Além disso, o vereador disse que, do ponto de vista das categorias, tem dialogado dentro da saúde sobre a questão dos Agentes Comunitários de Saúde, os Agentes Comunitários de Endemias, para poder ter uma valorização profissional.
Pedro Américo afirmou que tem discutido sobre o Plano Municipal de Segurança Pública e a valorização e o fortalecimento da Guarda Municipal com um novo piso salarial. “Feira de Santana é uma metrópole e ela precisa de um amplo debate.”
Câmara mais aberta ao diálogo
Como vice-presidente da Casa, o vereador Pedro Américo avaliou que a Câmara tem vivido um período de maior harmonia e abertura à participação popular. Segundo ele, a Câmara voltou a ter um destaque positivo na cidade. “Pautando os projetos, abrindo espaço para a Tribuna Livre, debatendo temas importantes da cidade, como o problema relacionado à Coelba, por exemplo, que grande parte da população reclama da prestação de serviço, os problemas relacionados à rede de esgoto da Embasa, que hoje em Feira de Santana ainda tem grande parte da sua população sem rede de esgoto, trazendo doenças, trazendo dificuldade para as pessoas. O debate sobre a Zona Azul. A Câmara, de fato, fez grandes debates e tem feito grandes debates durante esse ano numa gestão que eu posso dizer marcada mais pela harmonia do que pelo conflito e pelo grito. As dificuldades que nós temos como vereadores são naturais. Sabemos que no primeiro ano de governo e mandato é tudo mais difícil mesmo. A Prefeitura vem com uma dificuldade do ponto de vista orçamentário, a gente entende, mas entendo que a Câmara deu um salto de qualidade, fazendo com que o debate público e a participação popular fossem efetivos”, avaliou.
Avaliação sobre o Executivo municipal e estadual
Aliado do Executivo Municipal, o vereador reconheceu avanços, especialmente na abertura ao diálogo, mas também apontou desafios. “É o primeiro ano de mandato e o prefeito trabalha com o Orçamento planejado e organizado pelo seu antecessor. E isso carece de alguns ajustes. Apresentei muitas pautas ao prefeito José Ronaldo, desde questões ligadas ao asfaltamento para melhorar o piso de locomoção em diversos pontos da cidade. Mas apresentei também debates sobre a população surda, projetos de lei que envolvem Inteligência Artificial, que envolvem inovação e tecnologia. E o prefeito tem se mostrado aberto a ouvir. Isso é um grande avanço dentro do processo do diálogo político, pois a política só se faz com escuta. A Prefeitura tem acertado nessa capacidade de escuta. O que a gente quer é que essa escuta se transforme em obras, ações e projetos que beneficiem a população. Essa é a nossa expectativa para os próximos anos”, afirmou.
Sobre o governo estadual, ele considerou que há pontos positivos, como obras estruturantes e investimentos em segurança, mas defendeu uma presença mais efetiva na saúde pública. “O Governo do Estado carece de uma presença mais massiva do ponto de vista estratégico na vida cotidiana das pessoas. Sabemos que o Governo do Estado tem um papel, a Prefeitura tem um papel e o Governo Federal tem outro, mas entendo que é preciso repensar a lógica do Governo do Estado. Claro, teve obras estruturantes e isso não pode ser tirado de pauta. O Centro de Convenções saiu e isso é importante para a cidade; alguns projetos relacionados a equipamentos e viaturas para a Polícia Militar, que é papel do Governo do Estado, também foram feitos. Precisamos também fazer essa avaliação”, disse.
Ele completou criticando falhas na regulação, na alta complexidade e no atendimento aos servidores estaduais. “Precisa melhorar o atendimento à saúde, melhorar a Alta Complexidade, o atendimento, ter uma ação mais efetiva na área da saúde, melhorar o problema da fila da regulação, que é um negócio absurdo. O Planserv está matando os servidores públicos estaduais, pois não está funcionando. Então, precisamos fazer com que o Planserv possa atuar de maneira efetiva e ter capacidade de atendimento ao público, pagar bem as clínicas e os médicos para que as pessoas e a população tenham cada vez mais exames. Entendo que todo governo tem pontos positivos e pontos a melhorar. E o Governo do Estado pode melhorar muito nesse sentido”, concluiu.







