Silvio Dias e Professor Ivamberg foto Anderson Dias site Política In Rosa

Vereadores Silvio Dias e Professor Ivamberg – Foto: Anderson Dias/Site Política In Rosa

O deputado estadual Angelo Almeida afirmou, em nota oficial, que recebeu com alegria a decisão da Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), tomada nesta segunda-feira (6), que confirmou sua filiação à sigla.

“Volto ao PT com os mesmos princípios que sempre guiaram minha caminhada política. Levo comigo também a experiência construída no PSB, partido ao qual sou grato por tudo que construímos juntos, externando minha gratidão aos militantes e dirigentes socialistas, em nome da presidente Lídice da Mata. Sigo firme no compromisso com o projeto que vem transformando a Bahia, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jerônimo Rodrigues”, afirmou.

Após a filiação, o site Política In Rosa entrevistou os vereadores Silvio Dias e Professor Ivamberg, ambos do PT na Câmara Municipal de Feira de Santana. Apesar de reconhecerem a relevância política do parlamentar, os edis apontaram falhas no processo de articulação local.

Silvio Dias classificou a mudança partidária como natural no sistema político brasileiro, mas criticou a forma como ocorreu. Segundo ele, a ausência de diálogo com as instâncias municipais do partido gerou desgaste interno. “O deputado Angelo cumpriu um papel importante como secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e é um quadro relevante. No entanto, faltou respeitar as instâncias partidárias, que são essenciais para o PT. Isso acabou gerando um ruído desnecessário”, afirmou.

O vereador destacou ainda que, apesar das críticas, vê com bons olhos o retorno do parlamentar. “Ele sempre esteve no nosso campo político. É bem-vindo, mas precisamos destacar esses pontos negativos”, completou.

Na mesma linha, o vereador Professor Ivamberg também ressaltou a falta de diálogo prévio com a executiva municipal. Para ele, a construção política dentro do PT deve ser coletiva. “Não somos contra a entrada de Angelo. Ele é um companheiro progressista e da base do governo. Mas faltou diálogo com a executiva local. Esse processo poderia ter sido mais bem construído”, pontuou.

Ivamberg revelou que houve comunicação por parte da direção estadual, mas de forma tardia. “Foi tudo muito em cima da hora, não houve tempo nem para reunir a executiva. Isso acabou sendo uma decisão de última hora, de forma intempestiva”, disse.

Apesar das ressalvas, ambos os vereadores afirmaram que o momento agora é de alinhar os próximos passos dentro do partido, diante do novo cenário eleitoral.