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Bahia intensifica ações para geração de renda em comunidades indígenas

Foto: André Frutuôso/CAR
Neste mês em que celebramos o Dia dos Povos Indígenas (19 de abril), o Governo da Bahia reafirma seu compromisso com o fortalecimento dos povos originários, ampliando políticas públicas voltadas à inclusão produtiva, geração de renda e desenvolvimento sustentável nas comunidades indígenas.
Na última sexta-feira (17), foi publicado o resultado parcial do Edital de Chamada Pública da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no âmbito do Projeto Bahia que Produz e Alimenta, voltado especificamente para povos indígenas.
A ação integra um conjunto de políticas estruturantes executadas pela CAR, que vêm promovendo melhorias concretas na vida de comunidades indígenas em diferentes regiões do estado. O edital prevê apoio a projetos produtivos, fortalecimento de organizações comunitárias e incentivo a práticas sustentáveis, alinhadas à cultura e aos territórios tradicionais.
“Estamos trabalhando para garantir que os povos indígenas tenham acesso a políticas públicas que respeitem suas identidades, fortaleçam suas formas de produção e ampliem as oportunidades de geração de renda. É um conjunto de ações que promove inclusão, dignidade e desenvolvimento nos territórios”, afirma Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR. :: LEIA MAIS »
Projeto beneficia comunidades indígenas no Sul da Bahia
Um convênio assinado entre o Governo do Estado e a Associação Indígena Hã Hã Hãe Aldeia Bahetá vai garantir melhores condições de segurança alimentar e nutricional, preservação ambiental, maior oferta de produtos e elevação da renda para 22 famílias indígenas em Itaju do Colônia, no Sul da Bahia.
Os recursos, no valor de R$ 302 mil, são do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e cofinanciado pelo Banco Mundial. O projeto de Inclusão Socioprodutiva Agroecológica, já em execução, prevê a construção de galpão para armazenamento de sementes, cisterna para água de chuva, viveiro para produção de mudas, implantação das áreas produtivas e aquisição de insumos, máquinas e equipamentos, além de mutirões de capacitação.
Wagner Txawã, presidente da Associação, destaca que “esse é um projeto amplo, porque a modernização do processo produtivo não apenas garante a nossa subsistência, bem como a conservação ambiental e a geração de emprego renda, com comercialização da produção em cidades do Sul da Bahia”. Para a indígena e agricultora familiar, Paula Cristina Rocha Olímpio, “com o apoio do Bahia Produtiva, vamos ampliar a participação em feiras do produtor e no Programa de Aquisição de Alimentos, melhorando as condições de vida da comunidade. A agricultura é o pão que a terra nos concede e a terra para nós tem um significado especial, que não é de posse, mas de integração”.
Com cerca de 40 hectares, a Aldeia Bahetá (que homenageia o líder indígena do mesmo nome, um dos símbolos da luta pela demarcação do território pataxó hã hã hãe) mantém criação de gado leiteiro e de corte e produz hortaliças para consumo dos próprios indígenas e para comercialização. :: LEIA MAIS »






