Pelo sétimo mês consecutivo no ano, as exportações baianas registraram crescimento em relação a 2016. De acordo com as informações analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), as exportações baianas atingiram US$ 675,3 milhões em novembro, com crescimento de 34,4% em relação ao mesmo mês de 2016.

No acumulado até novembro, as exportações baianas alcançaram US$ 7,4 bilhões e crescimento de 18,1%, já superando em valor, todo o ano de 2016, quando atingiram US$ 6,8 bilhões. A expectativa é que as exportações do estado fechem o ano em torno dos US$ 8 bilhões, com crescimento de 18% ante 2016.

A melhora das vendas externas do estado em 2017 é resultado da expansão mais forte da atividade global, o que resultou em um aumento das importações principalmente da China, Estados Unidos e União Europeia, principais mercados para as exportações baianas; das melhores cotações das commodities, que interrompeu a desvalorização dos preços médios dos produtos exportados pelo estado; e da recuperação da produção agrícola, hoje responsável por 48% das exportações totais do estado.

Em novembro, as exportações foram puxadas pelas vendas de produtos básicos, com alta de 114% sobre um ano antes, com destaque para a soja (+215,5%, para US$ 85 milhões), algodão (+289,5%, a US$ 51,1 milhões), frutas (+54,4%, a US$ 28,8 milhões) e minerais (+99,4%, a US$ 16,3 milhões).

No mês passado também cresceram em 16,5% as vendas de produtos industrializados comparadas ao mesmo período do ano anterior. O setor químico/petroquímico teve incremento de 46%, para US$ 129,3 milhões, e o automotivo, 92,2% para US$ 78,1 milhões.

No ano, as vendas de produtos industrializados cresceram 7,5% com o setor automotivo, sendo destaque após queda significativa dos embarques no ano passado. Até novembro, foram exportados 55.735 veículos produzidos no estado, um aumento de 38% em relação a igual período do ano anterior, resultado da intensificação dos embarques a clientes tradicionais, como a Argentina, além de outros mercados da América Latina, como Chile e Peru, o que permitiu escoar parte da produção não absorvida pela demanda doméstica.

Importações

Com a melhora das expectativas para economia, as importações baianas voltaram a registrar crescimento pelo quarto mês consecutivo, desta vez de 61,1% em novembro, alcançando US$ 545,1 milhões. As compras de combustíveis, principalmente nafta, óleo diesel e gás puxaram a alta, com crescimento de 347%. Também houve aumento nas importações de bens intermediários (matérias primas e insumos para a indústria) em 64,7% e de bens de capital (máquinas e equipamentos) em 11,5%, este último pelo terceiro mês consecutivo, o que pode ser um indicativo positivo de recuperação da economia.

Até novembro, as importações acumulam alta de 12,8%, atingindo US$ 6,5 bilhões. O incremento das compras externas no ano, deve-se, além do aumento nas compras de combustíveis (+18,5%), ao incremento em 11% do quantum importado, principalmente de matérias primas como minério de cobre, fertilizantes, e insumos para a indústria química; do aumento das compras de peças e acessórios para indústria automotiva na esteira da melhoria do seu desempenho; e da baixa base de comparação, já que 2016 foi marcado por forte retração da atividade econômica.

Com os resultados apurados até o mês de novembro, a Bahia acumula um superávit de US$ 865,4 milhões em sua balança comercial, com a corrente de comércio (soma das exportações e importações) chegando a US$ 13,96 bilhões e crescimento de 15,5% sobre igual período de 2016.