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Micareta de Feira de Santana 2019

:: ‘revitalização’

Prefeitura de Salvador recupera fontes luminosas; Investimento é de mais de R$ 1 milhão

Prefeitura de Salvador recupera fontes luminosas

Foto: Jefferson Peixoto

As fontes luminosas embelezam Salvador e atraem visitantes. Algumas delas remetem à história do período imperial, como a do Terreiro de Jesus, que fez parte do audacioso sistema da Companhia do Queimado – primeiro sistema de abastecimento de água encanada do país. Para preservar e recuperar esses pontos de visitação e história, a Prefeitura investiu R$1,6 milhão. A revitalização de seis fontes situadas na Praça da Piedade, duas no Campo Grande e nas praças Nossa Senhora da Luz, da Sé e do Terreiro de Jesus foi realizada pela Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (Dsip), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). O órgão utilizou o que há de melhor em tecnologia para a revitalização desses espaços.

Segundo a Prefeitura, foram implantados 169 projetores em LED RGB, tecnologia que permite a alteração de cor simultânea, evita a penetração da água e é mais resistente a impactos e corrosão. As obras envolveram serviços de infraestrutura, iluminação, hidráulica, programação, circuito elétrico e de revitalização de pintura. Algumas dessas fontes, como a da Praça da Sé e Campo Grande, tiveram o material furtado. Portanto, foram instalados quadros novos, tanto de iluminação quanto de jato d’água. As salas de equipamentos das fontes agora contam com alarme sonoro, que é acionado em caso de invasão.

De acordo com a Prefeitura, além disso, a manutenção é feita diariamente com tratamento de água, lubrificação de equipamentos e bico. As fontes das praças da Sé e Nossa Senhora da Luz, além de luminosas, contam com trilha sonora a partir das 18h. A trilha se inicia com a Ave Maria e o movimento das águas é sincronizado com os ritmos musicais. “Estamos recuperando as fontes luminosas da cidade que fazem parte do patrimônio histórico de Salvador e, também, o monumento Mário Cravo. A intenção é de que estes equipamentos possam abrilhantar ainda mais a cidade neste mês de aniversário”, destaca o diretor de Iluminação Pública, Júnior Magalhães. :: LEIA MAIS »

Volume de água na lagoa da Terra Dura pode aumentar em até 70% após revitalização

Volume de água na lagoa da Terra Dura pode aumentar em até 70 por cento após revitalizaçãoA retirada do material levado pelas águas das chuvas para as partes mais fundas vai revitalizar a lagoa da Terra Dura, que enfrentava processo de extinção devido ao assoreamento – acúmulo de areia e outros detritos. Recuperada, vai se tornar ponto de lazer e de pescaria.

O rebaixamento do solo será feito em toda a extensão da lagoa. Próximo a estrada, a sua profundidade vai passar de quatro metros. A expectativa é de que o volume de água represada aumente em até 70% em relação a capacidade atual. Além do reforço na parede principal, a lagoa vai ganhar um sangradouro.

E o serviço será acelerado porque o Fundo Municipal de Meio Ambiente destinou recursos para que seja contratada uma máquina adequada para fazer este serviço gastando menos tempo – atualmente estão sendo usadas escavadeiras. Em alguns pontos, o barro chega a dois metros de profundidade.

A lagoa, que é alimentada por nascente localizada no Parque da Cidade Frei José Monteiro Sobrinho, é uma das dez que estão em franco processo de revitalização, iniciativa da Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, e com parcerias com a iniciativas privada.

Águas de nascentes correm para a lagoa da Terra Dura. Mas estas também enfrentam problemas com escassez devido a seca, que baixa o lençol freático de toda a região. O ambientalista João Dias, disse que a lagoa pertence à microbacia do Subaé. “Suas águas correm para o rio”. Nos períodos chuvosos, uma lâmina cristalina passa sobre a estrada, e alimenta o Subaé mais adiante, como em 2015.

Segundo ele, o material será retirado até a camada de piçarra, tipo de impermeabilizante natural que impede que a água seja infiltrada rapidamente. João Dias, que também trabalha na Secretaria de Meio Ambiente, disse plantio de árvores das espécies ripárias – aquelas que presentes nas margens de lagoas, como ingás, araticuns, quixabeira branca, entre outros, seguirá ao assoreamento.

Além do peixamento, diz João Dias, a lagoa da Terra Dura atrairá muitas aves, como garças, patos, paturis e marrecos, jacarés e a galinha d’água azul, vista recentemente no local, que está em processo de extinção. A lagoa fica a menos de um quilômetro do povoado que lhe deu nome.

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